Biografia

A história começa em 1994, por quartos de hotéis, durante a turnê do disco 'Descobrimento do Brasil' da Legião Urbana. Fred Nascimento e Gian Fabra, então músicos de apoio da banda brasiliense, decidiram transformar suas afinidades pessoais numa banda e suas afinidades musicais em canções. A seguir convocaram o baterista Gutje (ex-Plebe Rude) para completar a equipe. Assim nascia o Tantra.

Em meados de 1996, já com Marcelo Wig no lugar de Gutje, a banda assinou um contrato com a gravadora MCA visando a produção do seu primeiro álbum. Em seguida vieram um single e um clipe para uma música chamada Corvos Sobre o Campo inspirada em Van Gogh, ou melhor, na visão de Sonhos, de Akira Kurosawa, sobre Van Gogh.

Antes do final daquele ano, chegou às lojas o álbum inteiro, 'Eles Não Eram Nada', produzido por Liminha com a capa feita por Luiz Stein. Uma conjugação de talentos que indicava, mesmo a quem tivesse perdido Corvos Sobre o Campo, que os autores das músicas gozavam de algum prestígio e confiança. O álbum ainda trazia Um Dia de Sol, Mordacchia e uma furiosa versão de Tropicália que arrancou elogios do próprio compositor da canção, Caetano Veloso.

Depois da divulgação do CD a banda se recolheu e seus integrantes deram continuidade a outros projetos até que, em 2000, se reencontraram para participar de uma turnê pelo Nordeste idealizada por Sérgio Espirito Santo. Um show com músicas dos anos 80. Além de Nascimento e Fabra, a banda convocada para esta turnê contava com Carlos Trilha nos teclados, que também fora músico de apoio da Legião (inclusive tendo produzido os CDs solos de Renato Russo) e Lourenço Monteiro na bateria. Ali começou a ser germinada a idéia do segundo disco da banda.

Com os ânimos renovados pela entrada de Trilha e Monteiro no time, a banda finalizou o CD 'A Febre dos Sonhos' no final de 2006, com a produção de Carlos Trilha. O disco foi lançado (via internet) no ano seguinte pelo selo independente Orbita Music. Um disco com referências mais clássicas dentro do rock, coisa de Led Zeppelin, Pink Floyd e tal. O álbum incluía músicas mais buriladas, como O Mundo Perfeito, Quando Você Ouvir a Minha Canção e O Zepelim, faixa com a participação especial de Fernanda Takai (Pato Fu).

No começo de 2008 o guitarrista Fred Nascimento foi convidado pelo jornalista Marcelo Fróes para participar do Tributo ao Álbum Branco que Fróes estava produzindo. A princípio seria uma versão de voz e violão da música Rocky Raccoon que contaria com os vocais de Carmem Manfredini, mas quando Fred mostrou o resultado para a banda, todos ficaram fascinados pela voz da cantora e pediram para participar da faixa. 

A experiência em estúdio reativou uma amizade que vinha de longa data e revelou a imensa afinidade musical e pessoal que existia entre eles. Como consequência a banda convidou Carmem para participar do próximo trabalho do grupo e, alguns meses depois, as gravações começaram.

Em Junho de 2009 ficou pronto 'O Fim da Infância'. Novamente com a produção de Trilha. O CD traz influências do Folk, do Blues, e do Rock dos anos 70 e 80. Tudo isso envolto numa sonoridade contemporrânea. Destaque para Luz do Dia, Mar nos Olhos, La Strada, Parábola Blues e Novembro. Todas canções assinadas por Nascimento e Fabra. O disco ainda traz a regravação de Virgem de Marina Lima e como bônus track a faixa Rocky Raccoon de Lennon e McCartney.