A Febre dos Sonhos - 2007 (Orbita Music)
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1. O Mundo Perfeito
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2. Assim Parece Ser
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3. Educação Moral e Cívica
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4. Quando Você Ouvir a Minha Canção
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5. O Zepelim
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6. O Circo Partiu
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7. Piano Paiting
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8. Santa Catarina
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9. Guardas no Hotel
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10. Magnificat
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11. 1968
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12. Onde as Coisas Flutuam
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13. Mesmo Sem Te Ver
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14. Sem Dizer Adeus
O Mundo Perfeito
A luz clara da manhã contra o meu rosto
Eu me sinto bem melhor, posso ver.
A vida lá fora não parece estar assim tão mal
E o vento espalha pelo chão as folhas do jornal.
O sol nos meus olhos
Você no meu peito
Você nos meus olhos
E o mundo perfeito aonde quer que eu vá
Não me diga o que fazer, nem o que sentir
Eu preciso acreditar em alguém.
E talvez eu veja coisas que ninguém mais possa ver
Se você me entende, vai perder o medo de viver.
O sol nos meus olhos
Você no meu peito
Você nos meus olhos
E o mundo perfeito aonde quer que eu vá
E o amor como bolhas de sabão
Pelo ar numa frágil procissão
Vai voar até dar nas suas mãos
O último abrigo do seu olhar
Assim Parece Ser
Há o amor pra alegrar corações adormecidos
Há também solidão e amores esquecidos
E há quem percebeu o prazer e a dor de existir
E viu o mundo abrir como uma flor em suas mãos
Há o sim e o não e respostas sem sentido
Há também um lugar para os sonhos perdidos
E há quem se perdeu mas que descobriu seu coracão
Assim parece ser... as certezas vêm da ilusão
Alegria é poder seguir tão diversos caminhos
A tristeza é só esse medo do que ainda está por acontecer
Educação Moral e Cívica
Sem destino, queimo o chão
Das estradas do Brasil
Conteúdo da ilusão
No meu peito juvenil
E o vento traz o gosto
De um futuro que já passou
Na mochila a saudade de um anjo
Que roubou meu coração
Na cidade que ficou
Em algum lugar da imaginação
A paisagem na neblina
Vai se desfazendo em sol
Quando um sonho me ilumina
Passa a ser o meu farol
E o vento no meu rosto
É o futuro que já passou
Quando Você Ouvir a Minha Canção
Guarde suas profecias tolas pra outra pessoa
Deixe seu olhar distante através do espelho
Vomite todo vinho da juventude
Lembre de todas as coisas que você mais quis
É por lá que vou estar rindo do que está por vir
Goste de mim pra perceber
Que na verdade tanto faz
A estupidez é só uma fumaça
Que agora se desfaz
Guarde todas as preocupações no alto do armário
Jogue o seu mau humor pra debaixo de um tapete
Abra as janelas da sua casa
Imagine o mar surgir na sua frente
É por lá que vou estar rindo do que está por vir
Goste de mim pra perceber
Que na verdade tanto faz
A estupidez é só uma fumaça
Que agora se desfaz
Desligue o seu rádio
Quando você ouvir a minha canção...
O Zepelim
Sobre a grama do jardim
Passa a sombra de um brilhante zepelim
Tudo que a princípio parece estranho
Causa certa admiração
Lembro de nós dois
E o que já passou
Passa agora sobre mim
Nós ainda somos tão jovens e a vida: o zepelim
Tudo que você queria
Tudo que você não foi
O nosso futuro começa agora
Em algum lugar dentro de mim
Um dia esse dia vai chegar
Um dia esse dia vai passar
Às vezes o mar também se revolta
Tudo que vai de alguma forma sempre volta
O Circo Partiu
Hoje o circo partiu com ela
No horizonte sumiu depressa
E o som do adeus que corta a noite
É o trovão que um sonho faz quando cai
O desejo partiu com ela
Mil promessas de quem não tem pressa
E o meu exílio do seu futuro
É o que faz inundar meu olhar
E eu aqui sem ter paz, sem ela
Foi tão longe que ficou pra sempre.
Piano Paiting
Instrumental
Santa Catarina
Acho que foi vontade
De nunca mais partir
E quando estamos sós
Meu nome na tua voz
Dá essa idéia que não há um tempo
E sim um sonho que virá me acordar
E o mundo ao meu redor
Se dissolve devagar...
Até que tudo seja nossos corpos
Entrelaçados pela noite escura
Acho que foi saudade
Do que está por vir
E o dia que vai chegar
Na calma do teu olhar
Dá essa idéia que não há um tempo
E sim um sonho que virá me acordar.
E o mundo ao meu redor
Se dissolve devagar...
Até que tudo seja nossos corpos
Entrelaçados pela noite escura
Guardas no Hotel
Livres, queremos ser livres!
Num país que se diz livre.
Pequenas cidades históricas
Grandes cidades pobres
Pessoas humildes porém felizes.
No rádio toca uma canção
Que um dia venceu um festival
E encheu o país de muita agitação
Arde ainda o pôr-do-sol
Preciso dormir
Encontro um lugar antigo
Mas algumas coisa aconteceu
Há guardas no hotel
Entrando e saindo dos quartos
E revirando tudo
Campos de trigo e nuvens
Bailam no fim da estrada
Sob um vermelho céu
O nosso país é imenso
Mas parece dormir em berço esplêndido
Já faz tempo que a liberdade
Custa o silêncio, o medo à vontade
Alguém castigado por dizer a verdade
Arde ainda o pôr-do-sol
Preciso dormir
Encontro um lugar antigo
Mas algumas coisa aconteceu
Há guardas no hotel
Entrando e saindo dos quartos
E revirando tudo
Mas não vou usar meu ódio
Nem lembrar que às vezes ainda me iludo
Tento dormir mas olho pro espelho...
Magnificat
Vamos acordar que um anjo foi embora
Mas a vida continua
Deixe a solidão descansar
Entre nós sempre haverá
Um segredo em comum
De saber que não há segredo algum
Quero a força em minhas mãos para abrir caminhos
E o que for meu temor será meu domínio
Nada é melhor do que você sorrindo
Vamos ficar bem o amor já vem vindo
E você fez minhas lágrimas caírem
Pra apagar esse incêndio no meu peito
Vi meu coração derreter
E não pude esconder
Meu sorriso amarelado
Por saber que não posso saber tudo
Trago em mim o que se foi, hoje eu quero sol e lírios
E à tarde esperar pelos sinos
1968
Instrumental
Onde as Coisas Flutuam
Por favor me encontre.
Eu acho que me perdi na sua casa
Na noite de ontem
Eu devia estar usando alguma coisa limpa
Eu sei, era você
Agora já não sirvo mais
Ou foi seu mundo que encolheu...
Quero ser de novo a lua
Entregue de volta a minha alma
Ela agora já não é mais sua
Por favor me encontre
Eu sei que devo estar no passado
Onde as coisas flutuam
Eu devia estar usando alguma coisa limpa
Eu sei, era você
Agora não tente lembrar
O que eu fui ou quem eu sou
Quero ver de novo a rua
Não se esqueça que você já me esqueceu
Minha alma já não é mais sua
Mesmo Sem Te Ver
Nunca mais me digas nunca mais
Já foi demais te ver ficando pra trás
Pelo fio dessa espada da lonjura,
Um coração despedaçado.
Imaginar-te tão distante imaginando
Que ainda me tinhas ao teu lado
Onde estás? Não vejo mais teus sinais
Me encontrarás como um barco sem cais
Mesmo sem te ver. Vou matando a saudade
Entre sonhos e pedaços de papel
Mesmo sem te ver. Eu arranco do meu peito
A lembrança dos teus olhos cor de mel
Quero a paz que a tua imagem me traz
O sempre que faz do agora jamais
Eu tomo o rumo, sigo em frente e de repente
Me sinto numa contramão
Será que existe algum remédio ou lenitivo
Pra perda brusca da razão
E de qualquer maneira espero a vida inteira
Se for pra te encontrar...
Sem Dizer Adeus
Quanto tempo restou
Pra dizer adeus
Mas você não esperou
O amanhecer
Pra que?
E se o tempo passou
Eu não percebi daqui
Tenho o dia que você deixou
E o anoitecer
Cadê?








